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domingo, 18 de dezembro de 2011

Máquina de tricô para crianças

 É um brinquedo, mas parece e funciona como uma máquina de tricotar de verdade. Não substima a inteligência das crianças. O interessante nesta maquininha é que, não basta a criança ficar girando uma manivela, indefinidamente, e ficar vendo o tricô crescer.

Este é um exemplar que apesar de antigo está muito bem conservado, apesar dos danos na caixa, e tem todos os acessórios.

As ferramentas são bem parecidas com as de uma máquina para gente grande.

A régua seletora de pontos.

 Os morsetes para prender a máquina à mesa.

 Manual de instruções.

Uma agulha de bambú, para retirar trabalhos (pontos) da máquina.

 As ferramentas ficam guardadas nesse pequeno estojo, que com a ação do tempo tomou essa cor amarelada, impossível de reverter.

Agulhas para substituição e uma agulha própria para costurar o tricô. O fabricante pensou em tudo, para a criança aprender como trocar uma agulha da máquina.

 
 Junior Knitter Model K2 , fabricação da Singer. Por algum motivo, que eu desconheço, essa máquina foi vendida no Japão como Asahi Toy Knitter modelo 49.

Carrinho da máquina.

Parte de baixo do carro. Note-se as escovas, como nas máquinas grandes.

 A forma de encaixar o carro na cama da máquina é como nas máquinas de verdade.

 Uma vez encaixado ele poderá deslizar sobre as agulhas, que tambem são movimentadas (quando colocadas em posição de trabalho) pelo sistema de imãs.

O carro possui alguns controles e tensores para o fio.

 Assim como nas máquinas grandes, as agulhas tem posições variadas. A B ou C.

 É mais que um brinquedo, é uma miniatura onde as agulhas são idênticas.

Faz ponto liso/jersey.

 E tambem ensina à fazer um tipo de jacquard (Fair Isle).

 Em nenhum lugar consta o ano de fabricação ou comercialização do brinquedo.

No manual, instruções para fazer aumentos e diminuições das malhas.

Seleção de pontos para a falsa sanfona 1x1. As agulhas em trabalho estarão na posição "B".

Disco de tensão do fio.

Esses botões controlam quando o carro deverá trabalhar, ou não, de um lado para o outro.

 Quando não se quer que o carro trabalhe para um determinado lado, puxa-se o botão correspondente para cima.

Sistema de tensão do fio.

São 49 agulhas neste modelo (K2). A Singer fabricava tambem o modelo K3 de 119 agulhas para os iniciantes no tricô. Ambos os modelos eram idênticos, variando apenas o numero de agulhas.

É uma pena que não se fabriquem mais estas fofuras. Isso sim é um brinquedo instrutivo.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Blusa com mangas japonesas e tricô rendado


 Escolhi esta receita ( apenas o esquema dos pontos, pois ao invés do jacquard, vou fazer um ponto rendado) para treinar com o carro "L" (carrinho verão), já que eu não tenho nenhuma prática. Sendo apenas duas peças (frente e costas), ficam bem grandes e dá para fixar melhor o aprendizado do manejo do carrinho. A máquina é uma Brother 830, e na Brother para se fazer o tricô rendado (crochê), são usados dois carros que já fazem parte da máquina, isto é, quando se compra já vem junto. Para fazer rendados não é necessário que a máquina tenha pente (frontura).


Como o ziguezague está em alta na moda, a cartela foi a 24D. O manual diz que as cartelas perfuradas, de 20D à 25D são especiais para o Ponto Rendado (crochê) ou o Rendado de meio ponto (ainda não sei o que seria), ambos com o uso do carro "L". Note-se na margem esquerda da cartela as setas em vermelho (que significam a direção do carro "L", de verão) e as setas em azul (que significam a direção do carro "T", o principal). Quando as setas das duas cores aparecem na mesma carreira, isto quer dizer que: primeiro se deve movimentar o carro "T"(o grande - seta azul) e depois o carro "L"(o pequeno - seta vermelha). Com um pouco de paciência e bastante atenção, sai certinho.


 Escolhi uma linha bouclê, fina o bastante para um trabalho delicado e fui seguindo a receita. Tricotei algumas carreiras em ponto meia, pendurei os pesos, coloquei a cartela e iniciei o rendado, seguindo os aumentos que a receita manda. Quando se tece o rendado, o manual orienta: "toda vez que as agulhas das extremidades sejam selecionadas pelo passar do carrinho verão, empurre-as de volta, com o dedo, para a posição "B". Faça sem receio, de que o ponto se desprenda."  Por minha conta, antes de passar o carro "T" eu trago as agulhas das extremidades (a ultima do lado direito e a última do lado esquerdo) para a frente (posição "E"), acho que isso faz com que os pontos não caiam.


 Depois de tecer e unir uma parte à outra pela linha do ombro, dei uma conferida no tamanho. As laterais ainda estão abertas, pois ainda falta tecer os punhos e barras antes de fechar.

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 Para fazer os punhos e barras, usei o pente (frontura) e fiz sanfona 1x1. Selecionei as agulhas (uma sim outra não, e as das extremidades são sempre as da máquina), troquei o basculante para o da frontura, inseri o fio, regulei os carros (máquina e frontura), passei a primeira carreira e coloquei o pente com arame + pesos. Tornei à regular os carros para fazer a orla perfeita. Pronta a orla, regulei novamente os carros para tecer a sanfona.


 Depois de tecida a sanfona, passei os pontos da frontura para a máquina.


 Para esse transporte se usa a agulha com dois orifícios.


Com todos os pontos na máquina, abaixei a frontura para seguir com o trabalho usando só a máquina.


 Tirei o basculante da frontura sem cortar o fio, bastando desencaixá-lo.


 Coloquei novamente o basculante da máquina.


 Depois de enfiar o fio no alimentador, fechei a alavanca.


Coloquei um pano para evitar do trabalho se enganchar nas agulhas da frontura. Costurei as partes da blusa na própria máquina, mas poderia costurar à mão como manda a receita. A sanfona já estava na máquina e fui colocando a parte que queria costurar, ponto por ponto, sobre os pontos da sanfona. Antes, verifiquei o direito e avesso do trabalho se estavam na posição certa. Imaginando a linha da costura, o avesso da frente da minha blusa, estava para o meu lado.


 Os pontos foram distribuídos + ou - já que eu tinha "carreiras" para colocar sobre "pontos", pois essa blusa morcego foi tecida em sentido contrário.


 Coloquei os pontos na máquina para fazer a costura e  distribuí os pesos. A carreira ia fechar as partes (o disco de tensão em número bem maior, para a costura não ficar apertada - poderia usar um fio mais fino, da mesma cor ). Passei o carro com cuidado.


O resultado das mangas seria mais bonito se os desenhos do ziguezague não estivessem interrompidos.


 Punhos e barras já costurados.


 Detalhe do ponto rendado.


Faltando o acabamento do decote e as costuras laterais.


Peso final da blusa = 100 gramas, uma peça bem leve com um pequeno gasto de fio.


 Parte das costas.


 Uma peça com algumas tendências do verão 2012: rendado, cor tangerina e ziguezague.


O ponto em renda tornou a peça delicada e a linha usada deu um toque macio. O colar com pingente em forma de coração, tem a cor da blusa e passaria desapercebido não fossem os detalhes em prata e strass.